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Arte: Rochas em negativo e positivo

(Agosto 2010) A rocha parece leve quando sai da oficina do casal de artistas alemães Livia Kubach e Michael Kropp. E o beneficiamento que eles operam no material, em geral granito negro, parece acontecer quase sem esforço: primeiro eles colocam a rocha em um receptáculo, depois cortam elas listras, mantidas unidas, e então subitamente da firme estrutura sobra apenas um jogo de claro e escuro.

Às vezes eles ainda vão além. O núcleo perfurado pela broca, que eles recém retiraram da rocha, é aplicado imediatamente em perfurações ainda maiores.

Barras redondas de rocha aparecem frequentemente em seus trabalhos, tanto em negativo, quer dizer, em forma de buracos perfurados, quanto em positivo, no caso a barra retirada. Essas barras de rocha adquirem grande dinâmica em suas composições. Em „Cometa“, uma série desses núcleos perfurados (em forma de cenouras) são colados lado a lado e juntos formam um objeto celeste.

Na obra „Ausência de Meio“ barras de rocha rompem uma espécie de bacia, feita de granito sueco negro. A borda da bacia foi deixada em seu estado bruto. Esse granito foi formado por um geleira, que o pressionou durante milhões de anos.

Livia Kubach é filha do casal de artistas Kubach-Wilmsen, que com seus livros, cartas e jornais de pedra já chamaram muita atenção. Michael Kropp é autodidata.

Ambos possuem não apenas a leveza ou alternativamente a candura das rochas como tema. Em „Rochas oculares” deixam o material e seu observador comunicarem-se; o seixo ali tem partes polidas, nos quais o observador parece deter-se.

Também emprestam uma voz às rochas. Em „Ilha de colunas“ soam, quase balbuciam, as barras, que carregam um pedaço de pedra. Outra marca registrada de seu trabalho é também aprontar suas obras em vários tamanhos diferentes.

Kubach & Kropp (alemão)

Jornais de pedra de Kubach-Wilmsen (alemão)

Fotos: Kubach & Kropp